Saúde

Hepatite: entenda mais sobre cada uma delas

Especialista orienta sobre os cuidados com a doença e as formas de prevenção

Dia 19 de maio é o Dia Mundial de Combate à Hepatite, uma inflamação no fígado que pode ser causada por vírus, pelo uso de medicamentos ou drogas, abuso de álcool, além de doenças autoimunes, choque circulatório ou hipertensão grave e esteato hepatite.

De acordo com o gastroenterologista do Hospital São Francisco de Mogi Guaçu, Dr. Eli Colombo, a doença pode ser classificada como aguda ou crônica e acometer tanto homens quanto mulheres em diferentes idades. “No caso das hepatites virais, existem pelo menos cinco tipos A, B, C, D e E, e cada uma delas é causada por um vírus diferente. No Brasil, as que mais acometem a população são as do tipo A, B e C”, conta o médico.

A Hepatite A é transmitida através do contato de fezes com a boca e sua predominância é entre as crianças, tendo o período de incubação da doença em torno de 30 dias. A Hepatite B é transmitida  pela veia, através da transfusão de sangue e derivados, também por relação sexual e transmissão vertical das mães para os recém nascidos, além de agulhas contaminadas em  tatuadores, piercing e acupuntura.  Após a infecção, a enfermidade demora de 2 e 3 meses para aparecer. Em 10% dos casos agudos, ela pode se tornar crônica. Com a hepatite C, o período de incubação é de 1 a 4 meses e sua transmissão também acontece através da veia. “Em 70% a 80% dos casos, a Hepatite C tem chances de se tornar crônica, sendo que 25% se evoluem para cirrose, ou câncer em menos de 30 anos”, ressalta o  Dr. Eli Colombo

Também há a Esteato-hepatite, que é caracterizada pelo acúmulo de gordura no fígado, e que pode resultar em um processo inflamatório do órgão com risco de evoluir para cirrose, insuficiência hepática e carcinoma hepatocelular. É uma doença hepática crônica muito comum que acomete 25% a 35% da população. Cerca de 80% dos obesos e quase 100% dos alcoólatras são afetados pela doença.

As manifestações clínicas de uma hepatite viral aguda, seja ela qual for, são bastantes semelhantes. A história natural pode ser dividida nos seguintes períodos: incubação  – quando o paciente é assintomático. Prodrômico – que está relacionado a sintomas como: febre, dores musculares, dor de cabeça, náuseas, vômitos e que duram cerca de uma semana. Estado – em que a pessoa apresenta características de icterícia – pele e olhos amarelados -, colúria – urina escura – e acolia fecal – fezes brancas. E por fim, o período de convalescença que é a recuperação clínica do paciente.

O Dr. Eli Colombo explica que hepatites virais, em sua maioria, não apresentam sintomas, o que reforça a importância de consultar um médico regularmente e fazer os exames de rotina que detectam a doença. “O diagnóstico é feito por meio de exames de sangue, sorologias e também podem ser feitas análises complementares com métodos de imagem como ultrassonografia e tomografia, além de pesquisas de sangue inespecíficos”, exemplifica.

O tratamento da doença depende de sua evolução. No quadro agudo brando assintomático, normalmente é usado antitérmicos, antieméticos e analgésicos. Na forma aguda grave, pode haver necessidade de internação com cuidados intensivos. E na forma crônica, é preciso impedir que a doença evolua para cirrose e suas complicações através do bloqueio e a destruição do agente viral  por meio de drogas antivirais. 

Para o gastroenterologista do Hospital São Francisco algumas medidas são importantes para se evitar cada tipo da doença. “Para a hepatite A, devemos sempre orientar as crianças a lavarem as mãos antes de comer e desestimular o hábito de manterem os mãos na boca. Quanto à ingestão de alimentos crus, é necessário tomar seus devidos cuidados de limpeza. Para a hepatite B, é necessário tomar cuidado com a utilização de drogas injetáveis, uso de preservativos durante o ato sexual, além da vacinação contra Hepatite B. E no caso da hepatite C, o alerta fica no cuidado na administração de sangue e derivados”, fala o médico. Para prevenir os outros tipos de hepatite, é importante seguir uma rotina de vida saudável, controlar a diabetes e hipertensão, além de evitar o uso de álcool, drogas e anabolizantes.

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