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Saúde

Conheça o método de correção de estenose aórtica com intervenção mínima

Implante de válvula aórtica reduz o tempo de cirurgia e recuperação do paciente por meio de anestesia local na virilha

A estenose aórtica é o estreitamento da válvula na via de saída do coração para a aorta. A doença pode ser de origem congênita, reumática ou degenerativa, sendo esta última a mais comum em idosos com problemas de diabetes e hipertensão. A doença atinge cerca de 0,2% da faixa etária entre 50 a 59 anos. 1,3% são as pessoas com 60 a 69 anos, 4% de 70 a 79 anos e cerca de 10% com 80 a 89 anos. A sobrevida média é 3 a 5 anos.

O quadro mais severo pode se manifestar através de quadros de dispnéia (falta de ar), cansaço ou dor torácica ao fazer esforço, tontura e até mesmo desmaio. Apresentando esses sintomas, deve recorrer ao especialista, mas 1% da população que tem essa doença é assintomático. 

O Doutor Sérgio Diogo, médico hemodinamicista do Hospital São Francisco de Mogi Guaçu realizou em maio deste ano, um procedimento via femoral (pela virilha) sob anestesia local e sedação, para reverter um quadro de estenose aórtica, de uma paciente de 74 anos. 

O tratamento é realizado com uma cirurgia para troca de válvula obstruída. “Hoje em dia é possível colocarmos um cateter de bioprótesis valvular aórtica, destinado para pacientes idosos com altos índices de risco cirúrgico para cirurgias convencionais, que chamamos de abertas” comenta o médico. A cirurgia é minimamente invasiva, levou cerca de duas horas e foi a primeira realizada com a técnica pela virilha.

Nos casos anteriores a prótese valvar foi implantada por minitoracotomia – uma pequena abertura no tórax do paciente – sob anestesia geral. Cerca de 30% dos pacientes com estenose aórtica tem idade avançada ou apresentam alto risco cirúrgico devido a doenças associadas, por isso não podem ser operados. A evolução tecnológica permitiu abordar esta fração de pacientes considerados inoperáveis, com raríssimos casos registrados de complicação vascular periférica ou necessidade de marcapasso definitivo.

A paciente do Hospital São Francisco de Mogi Guaçu, foi encaminhada para UTI acordada, depois da cirurgia, e sem uso de drogas vasoativas. Permaneceu por cerca de 24 horas e depois foi liberada para o quarto.

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