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Caravana leva cerca de 300 guaçuanos para manifestações na Paulista

Voto auditável e abusos do STF são as principais pautas dos protestos

Um grupo composto por 3 ônibus e 7 vans levou centenas de guaçuanos patriotas para as manifestações na Avenida Paulista, na cidade de São Paulo neste terça, dia 07 de setembro, data que comemora a Independência do Brasil

Organizado pelos ativista de direita Edmax Santiago e Dani Monzoli, os guaçuanos se juntaram a milhares de brasileiros que lotaram todos os quarteirões da Paulista, ultrapassando a marca de mais de um milhão de pessoas, todos unidos em prol do direito da liberdade de expressão, pelo fim da censura e respeito a Constituição. Todos os ônibus e vans foram patrocinados por dezenas de empresários guaçuanos.

O principal alvo dos manifestantes era o STF e os atos inconstitucionais e autoritários praticados pelos Ministros Alexandre de Morais e Luís Barroso, mas todos os ministros também foram alvos de pedidos de impeachment.

O Governador Dória também não foi poupado de criticas devidos as medidas autoritárias adotadas segundo ele para evitar a contaminação do vírus chinês, o coro de “Fora Dória” foi repetido centenas de vezes pela multidão.

O trio elétrico do Grupo “Vem Pras Ruas” recebeu dezenas de autoridades, tais como o Deputado Federal Luís Orleans de Bragança, Carla Zabelli e Eduardo Bolsonaro. O Ministro a Cidadania Onix Lorenzoni também falou ao público, falaram também o empresário Luciano Hang (Havan), o ex-senador Magno Malta, o Pastor Silas Malafaia entre outros.

O ponto alto e mais aguardado da manifestação foi a chegada do Presidente da República Jair Messias Bolsonaro que aconteceu por volta das 15h30, ovacionado pela multidão, o Presidente ressaltou que medidas drásticas serão tomadas contra todos que se ergueram contra a Constituição e estão causando danos a liberdade de expressão no país e promovendo prisões arbitrárias e antidemocráticas.

Principais fala de Jair Bolsonaro:

Hoje temos uma fotografia para mostrar para o Brasil e para o mundo. Não de quem está agora aqui nesse carro de som, mas uma fotografia de vocês. As cores da nossa bandeira são verde e amarela. Nós somos conservadores, nós respeitamos as leis e a nossa Constituição. Não vamos mais admitir que pessoas como Alexandre de Moraes continuem a açoitar a nossa democracia e desrespeitar nossa Constituição”, disse Bolsonaro. “Temos um ministro dentro do Supremo. Ou esse ministro se enquadra ou ele pede para sair.”

Segundo Bolsonaro, Moraes “teve todas as oportunidade para agir com respeito a todos nós”, mas “continua não agindo”. O presidente disse ainda que “não se pode admitir que uma pessoa apenas, um homem apenas, turve a nossa liberdade”.

Por ‘eleições limpas’

No discurso, Bolsonaro voltou a criticar o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e a defender o voto verificável nas eleições. “Não podemos admitir um sistema eleitoral que não oferece qualquer segurança por ocasião das eleições. Não é uma pessoa do TSE que vai nos dizer que esse processo é seguro”, disse. 

“Nós queremos eleições limpas, democráticas, com voto auditável e contagem pública dos votos. Não posso participar de uma farsa como essa patrocinada pelo presidente do TSE”, prosseguiu Bolsonaro. 

Críticas a governadores

Em seu pronunciamento na Paulista, Bolsonaro reiterou as críticas aos prefeitos e governadores que determinaram medidas restritivas durante a pandemia de covid-19. “Vocês passaram momentos difíceis com a pandemia. Pior do que o vírus foram as ações de alguns governadores e prefeitos, que simplesmente ignoraram a nossa Constituição”, afirmou. 

‘Não quero o conforto’

Jair Bolsonaro disse, em seu pronunciamento, que sempre estará “onde o povo estiver”. “O conforto não me atrai. Passamos ainda momentos difíceis. Lá atrás, usei uma passagem bíblica por ocasião das minhas eleições: ‘Conhecereis a verdade e a verdade vos libertará’. Quando assumi a Presidência, lembrei de outra passagem: ‘Por falta de conhecimento, meu povo pereceu’”, afirmou.  

“Passei meses difíceis, recebendo cobranças cada vez maiores para tomar decisões importantíssimas. Tinha de esperar um pouco mais, de modo que a população fosse se conscientizando do que é um regime ditatorial”, continuou o presidente. “Não quero o conforto dos palácios ou as benesses que existem em Brasília. Quero aquilo que seja justo, ao lado de vocês.” 


Ao menos 17 capitais brasileiras realizaram manifestações democráticas em favor da liberdade de expressão e contra atos antidemocráticos e arbitrários do STF, no Rio de Janeiro mais de um milhão de pessoa estiveram na Praia de Copacabana, em Brasília cerca de 400 mil pessoas foram a Esplanada dos Ministérios. Centenas de cidades do Brasil e até em outros países tiveram manifestações com a mesma pauta.

A única manifestação antidemocrática registrada neste 7 de setembro foi no Vale do Anhangabaú em São Paulo, cerca de 300 militantes em prol de “Ditaduras do Proletariado”, inclusive com a participação do invasor de propriedades alheia e depredador de patrimônio público e privado Guilherme Boulos, esta manifestação foi regada a muita maconha e outras drogas ilícitas.

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