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Mogi Guaçu adota “Tolerância Zero” e prepara regulamentação rígida para ferros-velhos e comércios de sucatas

Em um movimento estratégico para combater a criminalidade e proteger o patrimônio urbano, a Prefeitura de Mogi Guaçu se prepara para endurecer as regras de fiscalização sobre o comércio de sucatas, ferros-velhos e materiais recicláveis. O anúncio da política de “tolerância zero” contra a receptação de materiais furtados foi feito após uma reunião decisiva entre lideranças do Executivo municipal.

O encontro contou com a presença do Chefe de Gabinete do Prefeito, Ruben, e do Secretário Municipal de Segurança Pública, Romualdo. Na ocasião, foi apresentado um estudo detalhado elaborado pela pasta de Segurança, que serviu de base para desenhar as novas propostas de regulamentação do setor.

O objetivo central é asfixiar o mercado ilegal que se alimenta do furto de fios, cabos e equipamentos públicos e privados, trazendo prejuízos diários à população guaçuana.

Novas exigências e regras rígidas

A proposta de regulamentação estabelece critérios rigorosos que os estabelecimentos de reciclagem, peças usadas e congêneres deverão seguir obrigatoriamente. Entre as principais medidas, destacam-se:

  • Rastreabilidade: Exigência de identificação detalhada dos vendedores e registro formal de todas as compras realizadas.
  • Comprovação de origem: Proibição estrita da aquisição de qualquer material que não tenha procedência comprovada.
  • Funcionamento e Regularização: Definição de horários de funcionamento, obrigatoriedade de documentação regular e alvará atualizado do Corpo de Bombeiros.
  • Saúde Pública: Adoção de medidas rigorosas de higiene nos pátios e depósitos para evitar o acúmulo de água e a consequente proliferação de pragas urbanas e do mosquito transmissor da dengue.

Cerco ao vandalismo e furto de cabos

O projeto lista materiais específicos que terão a comercialização severamente restrita caso não fiquem comprovadas as suas origens legais. O foco está em itens frequentemente visados por criminosos, tais como:

  • Fios e cabos de cobre;
  • Tampas de bueiro, grades e placas de trânsito;
  • Hidrômetros, transformadores e catalisadores automotivos;
  • Peças ferroviárias e outros bens pertencentes ao patrimônio público ou a concessionárias de serviços.

“O objetivo é proteger o patrimônio público e privado, dificultar a ação de criminosos que furtam esses objetos e oferecer mais segurança para toda a população”, destacou a administração municipal em nota.

Força-tarefa integrada

Para garantir que a nova legislação saia do papel e seja cumprida à risca, o governo municipal projeta uma atuação conjunta e ostensiva de fiscalização. As blitze e vistorias contarão com o trabalho integrado da Guarda Civil Municipal (GCM), dos fiscais de posturas da Prefeitura e de outros órgãos de segurança competentes.

Com planejamento e diálogo entre os setores técnicos, Mogi Guaçu dá um passo decisivo para sufocar a receptação ilegal, buscando consolidar uma cidade mais segura, limpa e organizada para todos os seus moradores.

MGA

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