A Secretaria de Saúde, por meio da Vigilância Ambiental (VA), vai implantar, pela primeira vez no município, o sistema de ovitrampas como estratégia de monitoramento do mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue, chikungunya e zika vírus. A ação terá início nesta sexta-feira, 12 de junho, o que representará um avanço significativo nas atividades de vigilância e prevenção às arboviroses.
Ao todo, 40 armadilhas serão instaladas em pontos estratégicos da cidade previamente definidos e que passaram por mapeamento, sendo 10 delas na região da Unidade de Básica de Saúde (UBS) – Centro Oeste e outras 10 nas áreas da UBS Zaniboni I e da Unidade de Saúde da Família (USF) – Zaniboni II. As outras 20 ovitrampas serão colocadas na Zona Sul entre as UBSs Zona Sul e Guaçu Mirim e da USF Eucaliptos.
As ovitrampas são armadilhas biológicas simples, porém muito eficazes, que consistem em um pequeno pote preto com levedura de cerveja dentro e uma palheta de madeira. “O pote simula o ambiente perfeito para a fêmea do Aedes aegypti depositar seus ovos. Em vez de combater o mosquito apenas quando ele já está voando, a ovitrampa permite identificar onde eles estão se reproduzindo primeiro”, explicou a bióloga da VA, Cristiana Folchetti Monteiro Ferraz.
Segundo a bióloga, o objetivo é identificar de forma precoce a circulação do Aedes aegypti no município antes mesmo do aumento de casos das doenças. “O equipamento consiste em um recipiente preparado para atrair a fêmea do mosquito, que deposita seus ovos em uma palheta específica, possibilitando um monitoramento técnico e direcionado”, disse.
Após o período de cinco dias, as ovitrampas serão recolhidas pelas equipes da Vigilância Ambiental e as amostras coletadas serão encaminhadas para análise técnica especializada. “Com os dados obtidos será possível identificar áreas com maior índice de infestação e, a partir disso, orientar ações mais eficazes de controle do vetor”, falou.
Riscos
O secretário de Saúde, Luciano Firmino Vieira, informou que a ovitrampa não oferece risco para a população e que não se torna foco do mosquito Aedes aegypti quando utilizada corretamente e com acompanhamento técnico. “A iniciativa fortalece as políticas de prevenção e demonstra o compromisso da Administração Municipal com a saúde pública da cidade”, comentou.
Luciano Vieira ressaltou ainda que o papel da população será fundamental para que o projeto seja um sucesso. “Por isso, reforço o pedido para que a comunidade receba bem os profissionais que estarão devidamente identificados com crachás e, acima de tudo, não mexa ou mude as ovitrampas de lugar, garantindo a precisão dos dados que vão proteger a saúde de todas as famílias guaçuanas”, solicitou.
Em caso de dúvidas, a população pode entrar contato com a Secretaria de Saúde pelo telefone (19) 3811.7272.
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