Categorias: Saúde

Julho Amarelo: Aumentando a Conscientização e a Luta Contra as Hepatites Virais

As infecções matam mais de 1 milhão de pessoas no mundo inteiro; especialista do Hospital São Francisco dá dicas sobre os cuidados preventivos

Julho é o mês dedicado à conscientização sobre as hepatites virais em todo o mundo. Conhecido como “Julho Amarelo”, este período busca aumentar a conscientização pública sobre as infecções, bem como fornecer informações valiosas sobre prevenção, diagnóstico precoce e tratamento dessas doenças.

As hepatites virais são inflamações do fígado causadas por diferentes vírus, sendo mais comuns os tipos A, B, C, D e E. Essas doenças podem ser transmitidas por diferentes vias, incluindo contato com sangue contaminado, relações sexuais desprotegidas, compartilhamento de agulhas ou seringas contaminadas e de mãe para filho durante o parto.

O objetivo do Julho Amarelo é educar a população sobre os riscos das hepatites virais e incentivar a adoção de medidas preventivas para reduzir a disseminação dessas doenças. Além disso, busca-se eliminar o estigma associado às hepatites e garantir o acesso universal aos serviços de prevenção, diagnóstico e tratamento.

É importante ressaltar que as hepatites virais são uma ameaça global à saúde pública. Estima-se que cerca de 290 milhões de pessoas em todo o mundo estejam vivendo com hepatite virais, e muitas delas desconhecem sua condição. A falta de conscientização e diagnóstico precoce pode levar a complicações graves, como cirrose hepática, câncer de fígado e até mesmo óbito.

Cuidados

A médica infectologista do Hospital São Francisco de Mogi Guaçu, doutora Fabiana Romanello, falou um pouco mais sobre os cuidados necessários com as hepatites. Na avaliação dela, o tratamento das doenças variam de acordo com o tipo e a gravidade de cada infecção. “Em relação à hepatite A, por exemplo, existe um curso autolimitado e com um período estipulado de duração. Então geralmente recomendamos repouso e cuidados de suporte com hidratação”, explica.

Ainda de acordo com a especialista, no caso das hepatites B, C e D, existem medicamentos antivirais específicos que podem ser prescritos para controlar as infecções e reduzir o risco de complicações, que devem ser bem avaliados e acompanhados. “A hepatite E também se resolve sozinha, e tem esse curso alto, limitado e em alguns casos pode ser necessário algum tipo de tratamento. É importante lembrar que cada caso é único e requer uma avaliação de um profissional habilitado especializado de saúde para um diagnóstico preciso, com acompanhamento de um tratamento adequado. É fundamental termos a consciência de adotarmos medidas preventivas e estarmos atentos em relação a isso com o objetivo de diminuir a transmissão dos vírus”, finaliza.

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