Ele recebeu o deputado estadual José Antonio Barros Munhoz, o vice-prefeito Daniel Rossi, vereadores, secretários municipais, representantes da Secretaria de Saúde, do Hospital Municipal “Dr. Tabajara Ramos” e da Santa Casa de Mogi Guaçu.
Na quarta-feira, dia 18, o Conselho Estadual de Educação, vinculado à Secretaria de Estado da Educação, aprovou a criação do curso de Medicina, num processo iniciado há três anos, quando Walter, Munhoz e representantes do setor de saúde do Município foram até o Conselho para protocolar o pedido.
Nos últimos três anos, o Município cumpriu todos os requisitos. Reformou um prédio e construiu os laboratórios necessários para os primeiros semestres de curso. Equipamentos foram adquiridos e outros doados, como os bonecos que simulam o corpo humano, que se enquadram na doação de R$ 1,5 milhão da International Paper.
Além disso, o Município disponibilizou toda a sua rede de atenção básica, serviços de referência e leitos do Hospital Municipal e da Santa Casa como estrutura para absorver alunos do curso de Medicina. Itapira se tornou uma grande parceira, disponibilizando cerca de 400 leitos de seu Hospital Municipal e do Instituto Psiquiátrico “Américo Bairral”.
Nesta manhã, o prefeito relembrou toda essa trajetória e apresentou as dependências deste espaço que já está pronto, aguardando o ingresso dos primeiros alunos aprovados no vestibular agendado para o início do ano. A campanha para o vestibular começa já a partir de outubro, pela “Franco Montoro”.
A CONFORMAÇÃO
O curso de Medicina começa com oferta de 60 vagas. As inscrições serão abertas na primeira quinzena de outubro. O valor da mensalidade será definido segundo os padrões da Associação das Instituições Municipais de Ensino Superior (AIMES).
A aprovação do CEE-SP foi por unanimidade dos conselheiros presentes à sessão plenária, acolhendo parecer da Câmara Técnica de Ensino Superior, que, na quarta-feira anterior, dia 11, analisou todo o material produzido ao longo do processo através do relator professor Thiago Lopes Matsushida. O parecer recebeu o número 321/19. A decisão do CEE-SP já foi publicada no Diário Oficial do Estado.
HISTÓRIA
O diretor Márcio Antonio Ferreira relembra que o processo de implantação do curso de Medicina começou a ser delineado em 2015, quando o Governo Federal abriu a possibilidade para que instituições de ensino superior se inscrevessem para ofertar cursos de Medicina no escopo do Programa “Mais Médicos”.
A AIMES começou então a se mobilizar junto a gestores de faculdades municipais interessadas, no sentido de se adequarem para implantar o curso de Medicina. Em 2016, Márcio Antonio Ferreira e João Paulo Barbosa iniciaram a elaboração do Projeto Pedagógico, finalizado por empresa específica para Medicina.
O projeto foi protocolado no dia 14 de dezembro de 2016 no CEE-SP e encaminhado ao conselheiro Major Jacintho Del’Vecchio, filósofo e professor da Escola Militar, que passou então à análise da proposta. Nesse ínterim, em 2017 a direção da “Franco Montoro” se mobilizou para a adequação da infraestrutura necessária, a começar da construção da nova Biblioteca Acadêmica.
Ao mesmo tempo, assumiu junto ao CEE-SP cinco Termos de Compromisso, firmados não só pela diretoria da “Franco Montoro”, mas também da FEG e pelo prefeito Walter Caveanha, quais sejam: 1 – Aquisição de acervo bibliográfico, 2 – Instalação de laboratórios para as práticas, que são o Laboratório Morfofuncional e o Laboratório Clínico, 3 – Aquisição de equipamentos para aulas de tecnologia, ou seja, o Laboratório de Robótica, 4 – Capacitação de professores pelo método PBL (sigla em inglês para Aprendizado Baseado em Problemas), e 5 – Construção de novo prédio para o curso de Medicina.
Todas essas demandas foram atendidas, conforme relatórios técnicos periódicos. Os blocos “B” e “C” foram adequados e abrigam os laboratórios e as salas de aula, todos mobiliados e equipados. A Biblioteca Acadêmica dispõe, inclusive, de acesso a Biblioteca Digital. A construção do novo prédio também já está licitada para atender a demanda do 3º ano, isto é, do 5º e 6º períodos em diante. Para início do curso já está tudo pronto.
Em maio de 2017, os especialistas, professores doutores, Irimar Paula Posso, médico anestesista, e José Píndaro Pereira Plese, cirurgião neurologista, visitaram as novas instalações, e Irimar Paula Posso sugeriu ao prefeito Walter Caveanha a construção de uma nova cantina, em razão do período integral de 10 a 12 horas de aulas diárias, e uma quadra poliesportiva – esta em razão da Intermed, uma das maiores competições esportivas universitárias da América Latina -, o que também já foi atendido.
Após essa visita, o Projeto Pedagógico analisado por Del’Vecchio foi submetido ao plenário do CEE-SP em 1º de novembro de 2017, recebendo aprovação unânime, conforme o Parecer 517/17. Na sequência do processo de implantação do novo curso, a “Franco Montoro” formalizou contrato para Organização de Ação Pública e Institucional de Ensino de Saúde na cidade de Mogi Guaçu para a Santa Casa, o Hospital Municipal “Dr. Tabajara Ramos” e a Secretaria Municipal de Saúde receberem os estudantes de Medicina.
O Hospital Municipal cedeu o auditório para a instalação de sala de professores, sala de videoconferência e sala de alunos, a serem implantadas. Foram executadas várias obras para adequação do espaço e outras obras complementares estão em andamento.
CONQUISTA
Além dos reflexos positivos na economia da cidade, a conquista do curso de Medicina representa um ganho inestimável para Mogi Guaçu, conquanto, ao longo dos próximos seis anos, 360 universitários estarão colaborando com a Saúde pública do Município através do Hospital Municipal e da Santa Casa, bem como das Unidades de Saúde da Atenção Básica – participação esta já desde o início.
Nos dois primeiros anos, eles poderão atuar em visitas domiciliares com agentes de saúde, na dispensação de medicamentos, nas campanhas e vacinação e acolhimento da população. Só a partir do 3º ano é que poderão auxiliar no atendimento clínico sob a supervisão de médicos-professores e preceptores.
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