Saúde

Vigilância Epidemiológica faz alerta sobre aumento de casos de dengue na cidade

Mogi Guaçu já registra 198 casos de dengue em 2022 e o número acende um alerta sobre os cuidados e prevenção contra o mosquito transmissor da doença, o Aedes aegypti. Segundo dados da Vigilância Epidemiológica (VE), a maior incidência se concentra nos bairros do Jardim Ypê II, com 74 casos e Jardim Novo I, com oito, totalizando 82 casos confirmados na região da Zona Norte.

A Zona Leste também apresenta números preocupantes com 50 casos confirmados sendo: 24 (Jardim Zaniboni I), 14 (Jardim Chaparral) e 12 (Jardim Fantinato II). Na sequência, está a região central com 13 casos confirmados.

A enfermeira da VE, Thatiana de Faria Póvoa, comentou que, para saber o risco de transmissão da dengue, é necessário observar a quantidade de bairros infestados, o que indica onde o mosquito está proliferando em maior quantidade. “Ele não vem de fora. Então, os cuidados básicos de prevenção precisam ser constantes ao longo de todo ano e reforçados especialmente neste momento de transmissão da doença”, alertou.

De acordo com ela, a prevenção da doença depende de uma ação conjunta entre o Poder Público e a população, como manter os cuidados básicos. Entre eles, eliminar os locais que possam acumular água, que continua sendo a melhor maneira de prevenir as doenças transmitidas pelo Aedes aegypti.

“Descartar corretamente o lixo, manter piscinas e calhas limpas, não acumular entulho são atitudes que precisam virar rotina. Não esquecer também os objetos maiores, como as caixas d’água, que precisam ser tampadas”, ressaltou.

Dengue

Tathiana Póvoa explicou que a primeira manifestação da dengue é a febre alta que permanece por vários dias, associada à dor de cabeça, fraqueza, dores no corpo, nas articulações e no fundo dos olhos. “Manchas pelo corpo estão presentes em 50% dos casos podendo atingir face, tronco, braços e pernas. Perda de apetite, náuseas e vômitos também podem estar presentes”.

Quem apresentar os sintomas da doença deve procurar atendimento em um posto de saúde mais próximo de sua residência. “Da mesma forma, a rede de assistência precisa estar alerta para identificar essas suspeitas, realizando o manejo clínico conforme a indicação de classificação de risco e manejo dos pacientes. A condução oportuna dos casos suspeitos permite evitar o agravamento do quadro e inclusive a evolução para o óbito”, finalizou.

Tags: #dengue

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