O procedimento realizado com o paciente acordado demorou cerca de quatro horas e precisou ser realizado para retirar o tumor cerebral. A equipe contou com o Dr. Mateus Dal Fabbro e também com o auxílio de médicos do Hospital Sírio Libanês, chefiados pelo Dr. Marcos Maldaum. Foi a sétima neurocirurgia como essa no Hospital São Francisco de Mogi Guaçu, que realiza cerca de 20 procedimentos neurocirúrgicos por mês.
A neurocirurgia com o paciente acordado é uma das formas de tratar a doença. Esse tipo de cirurgia é eficiente para os pacientes que apresentam um tumor cerebral do lado esquerdo do cérebro e está indicada quando o paciente pode perder ou comprometer a fala ou funções motoras durante a cirurgia, assim como o caso do paciente do doutor Mateus Dal Fabbro, do Hospital São Francisco. “Essa é uma das principais regiões que controlam a fala, se a cirurgia fosse feita sem o paciente estar acordado, corre-se o risco de, após a cirurgia, o paciente apresentar um déficit na fala e não conseguir se comunicar corretamente”, explica o doutor.
A melhor técnica para preservar a fala do paciente é realizar a cirurgia com o paciente acordado. Desse modo, enquanto a lesão está sendo ressecada e o tumor retirado, os médicos conversam com o paciente e podem aplicar testes motores e de linguagem, para garantir que nenhuma área cerebral que afeta a fala será comprometida. “Se no momento em que a equipe está ressecando a lesão, percebemos que houve uma piora e está comprometendo a fala, é preferível interromper a cirurgia do que causar uma lesão permanente”, explica Dr. Mateus Dal Fabbro
Nesse procedimento cirúrgico, o paciente recebe uma anestesia geral para que os médicos possam abrir o crânio. Assim que a equipe vai começar a manipular o tecido cerebral, o anestesista aos poucos acorda o paciente. Com o paciente já acordado, a equipe médica pode começar a aplicar os testes necessários e então, remover o tumor. “É importante que o paciente seja acordado aos poucos e devagar, para ele não tome nenhum susto ou ocorra um sobressalto”, explica.
Há uma série de pré-requisitos para se aplicar esse tipo de cirurgia, porém, o mais importante, é que o paciente seja colaborativo e não fique muito ansioso, pois isso pode afetar o procedimento. “O paciente colaborou com a cirurgia e tudo correu bem. Aparentemente nós conseguimos retirar todo o tumor e ele está falando normalmente, sem apresentar nenhum tipo de problema, o que é um sucesso”, conta o neurocirurgião do Hospital São Francisco de Mogi Guaçu, Dr. Mateus Dal Fabbro
O doutor também explica que mesmo com esta técnica, o paciente pode perder a fala no pós operatório, mas o risco disso acontecer é abaixo de 10%. Caso o tumor cresça novamente no futuro, e o paciente voltar a ter sintomas, é necessário realizar uma nova cirurgia.
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