Foto: Fabrício Morais/Gazeta Guaçuana
Uma mulher teve que pagar mais de R$ 60 mil para que sequestradores liberassem o marido dela, um empresário guaçuano, que havia sido capturado em um posto de gasolina na SP-348 (Rodovia dos Bandeirantes), próximo a São Paulo, na manhã de quarta-feira (16).
Ele havia parado para abastecer no local quando foi sequestrado pela quadrilha. A partir daí a mulher passou a receber mensagens dos bandidos pelo WhatsApp exigindo dinheiro, apesar das transferências por Pix já feitas pelo empresário. Desesperada, ela se dirigiu a uma agência bancária no centro de Mogi Guaçu para levantar mais dinheiro e enviar aos sequestradores.
A princípio, o bando exigia R$ 10 mil para libertar o guaçuano e ao contrário dos golpes do “falso sequestro”, neste caso, eles postavam vídeos da vítima no cativeiro para confirmar a veracidade das ameaças. No entanto, o gerente do banco, desconfiado da movimentação na conta do empresário, acionou a Polícia Militar.
O tenente Dominihaki e soldados Felipe e Sardinha, foram chamados à agência bancária, onde conversaram com a mulher. Ela contou que começou a receber as mensagens de manhã. Nos textos, os bandidos falavam sobre o sequestro e ameaçavam o marido dela de morte caso não houvesse o pagamento do resgate.
O tenente Dominihaki, após ouvir o relato da esposa do empresário, passou o caso ao delegado Dalton David Ferreira, titular da DIG (Delegacia de Investigações Gerais) de Mogi Guaçu. Rapidamente ele acionou unidades da Polícia Civil da capital, para tentar chegar ao cativeiro do empresário.
Por volta das 21h00, o delegado solicitou uma batida à rua Serne do Campo, no Jardim Paulistano, também na capital. Policiais civis e equipes da 2ª Cia do 18º BPM/M (Batalhão de Polícia Militar Metropolitano) se deslocaram até o endereço.
Porém, antes que chegassem ao local indicado, encontraram a vítima que havia acabado de ser libertada pelos sequestradores na Estrada de Taipas, no Jaraguá, bairro da Zona Norte da capital e próximo à rodovia dos Bandeirantes.
Antes desse endereço, a Polícia havia investigado uma casa à rua Deputado Vicente Penido, na Vila Guilherme, também na Zona Norte, mas a informação era falsa. O caso agora está sendo investigado pela DIG, com apoio da Polícia Civil da capital.
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