Cidade

Estádio Municipal do Camacho completa 70 anos de história com reforma à vista

A expectativa é de que, a partir do ano que vem, o espaço possa voltar a ser usado por toda a comunidade

Em 30 de agosto de 1951, a Praça de Esportes de Mogi Guaçu passou a ser denominada Estádio Municipal Alexandre Augusto Camacho em homenagem ao responsável pela fundação do espaço, que completa 70 anos na próxima segunda-feira.

Palco oficial das competições do time alviverde da cidade, o Clube Atlético Guaçuano, popularmente chamado de Mandi, a estrutura deverá passar ao longo dos próximos meses por serviços de manutenção e reestruturação.

O secretário municipal de Esporte e Lazer, Raphael de Godoy Locatelli, comenta que há recursos no valor de R$ 468 mil, conquistados por meio das emendas impositivas dos vereadores da cidade, que serão usados nas melhorias do estádio. A expectativa é de que, a partir do ano que vem, o espaço possa voltar a ser usado por toda a comunidade.

“Estamos muito animados com a perspectiva de dar vida nova ao Estádio do Camacho, que é um equipamento importante dentro do esporte regional”, afirma.

Camacho

O estádio carrega o nome de Alexandre Augusto Camacho, cidadão que nasceu na Ilha da Madeira, em Portugal, em 28 de fevereiro de 1870 e falecido em 24 de fevereiro de 1951. Imigrou ainda jovem ao Brasil, chegando à cidade litorânea de Santos em 12 de março de 1888. De imediato, dirigiu-se a Mogi Guaçu, onde montou uma oficina mecânica. Anos depois, em 25 de maio de 1895, casou-se em Mogi Mirim com Maria Augusta Camacho, de cuja união não houve filhos.

Sem nenhum tipo de remuneração, foi delegado no munícipio, atuando também em outros segmentos como obras públicas, na construção da Cadeia Municipal de Mogi Guaçu, e no mercado de São João da Boa Vista. Além disso, auxiliou na montagem das pontes das estradas de ferro e de rodagem localizadas em Mogi Guaçu no início do século 20.

Na companhia de industriais e comerciantes, ajudou na conquista do primeiro estabelecimento de crédito de Mogi Guaçu, a Caixa Rural, que anos depois se transformou em Banco Rural, no qual atuou como diretor-gerente.

Porém, seu vínculo mais conhecido é com o Clube Atlético Guaçuano. Camacho não chegou a ver a profissionalização do time, que ocorreu apenas em 1974. Tampouco de outros clubes da cidade, já que o primeiro a atuar desta forma foi o Cerâmica Clube, em 1958.

Alexandre Augusto Camacho foi eleito o primeiro presidente da agremiação, em sua fundação, no dia 26 de fevereiro de 1929, mantendo-se na função até o ano de sua morte, em 1951.

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