A Ponte de Ferro receberá iluminação ornamental similar a pontos turísticos como o Cristo Redentor (Rio de Janeiro) e a Ponte Estaiada (São Paulo), segundo o Prefeito Walter Caveanha, “valorizando o principal cartão postal de Mogi Guaçu”.
No total, serão instalados 66 holofotes RGB de LED de 50 watts, que a partir de um painel de controle, trocam de cor conforme a solenidade que está sendo celebrada no município. Na pista onde ocorre o tráfego, 6 lâmpadas de LED de 60 watts iluminarão a passagem dos carros.
A empresa vencedora da licitação é VBE Engenharia e Consultoria. O valor da nova iluminação é de R$ 187 MIL e o serviço deverá ser executado, a partir da assinatura do contrato e da expedição da ordem de serviço, em um prazo de 60 dias.
A notícia acima divulgada pelas redes sociais da Prefeitura de Mogi Guaçu gerou revolta na grande maioria da população guaçuana. Foram milhares de comentários negativos, pois em uma cidade onde existem diversos pontos sem iluminação pública há anos, gastar um montante de dinheiro por questão estética na ponte de ferro da Trabalhadores e não cuidar de onde precisa soou no mínimo como “descaso”.
Os Vereadores Guilherme da Farmácia e Fabinho teceram críticas sobre o assunto na sessão da última segunda-feira (03). Para Guilherme, parte da Avenida Padre Jaime, na altura do Jardim Planaltinho e Itamaraty, existem três quarteirões onde os moradores solicitam a iluminação pública na via desde a inauguração daquela avenida.
Outro ponto que desde a sua inauguração nunca teve iluminação pública é um grande trecho da Avenida Luís Gonzaga de Amoedo Campos, próximo ao Jardim Progresso, região de condomínios. No local, o trecho é escuro demasiadamente e o tráfego a noite para pedestre e ciclistas é impossível.
Estes dois locais são exemplos de má administração pública, no entanto, existem dezenas de pontos cegos na cidade à espera de iluminação pública e o que está sendo questionado é as prioridades que o atual Prefeito Walter Caveanha.
Usar um montante de R$ 187 MIL numa iluminação moderna e cara na ponte de ferro não deixa de ser bonito, no entanto, parece um ato eleitoreiro e deixa de lado, coloca como secundário a população necessitada do serviço de iluminação pública, detalhe, quem paga a conta é o contribuinte, a prefeitura precisa apenas intermediar a implementação de iluminação pública junto a concessionária de energia, o que não faz.
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