Saúde

Nova cirurgia para dor lombar é minimamente invasiva e realizada pelo abdômen

Hospital São Francisco de Mogi Guaçu realiza cirurgias que tratam hérnia de disco e outras disfunções da região lombar

Uma nova técnica de cirurgia, ainda pouco difundida no Brasil, tem sido usada no Hospital São Francisco de Mogi Guaçu. A cirurgia via anterior de coluna lombar consiste em uma incisão localizada na região abaixo do umbigo, pelo abdômen. Após a incisão, é alcançado o disco intervertebral, uma cartilagem que fica entre as vértebras da coluna, com aproximadamente 15 minutos de cirurgia para realizar a intervenção no disco afetado, geralmente por hérnia. 

As vantagens desse procedimento estão no fato de ser minimamente invasiva, pois apresenta  menor tempo cirúrgico – em torno de 50 minutos – menor perda sanguínea, menos dores e uso de medicação analgésica no pós-operatório. Consequentemente, há menor tempo de internação, com alta após 12 horas, e retorno mais rápido as atividades cotidianas. 

Outra vantagem é que a cirurgia permite a colocação de implantes/próteses mais modernos, o que garante a mobilidade da coluna, respeitando de maneira mais funcional a sua biomecânica. Assim, pacientes que passaram anos com dores da região lombar, agora tem a opção de uma cirurgia menos invasiva. 

Uma das disfunções que podem ser tratadas neste tipo de cirurgia feito pelo abdômen é a hérnia de disco, condição relacionada a um problema com um disco cartilaginoso entre as vértebras. Esse problema ocorre quando o núcleo gelatinoso de um disco vertebral se desloca por uma abertura no invólucro exterior mais rígido. Algumas hérnias de disco podem irritar os nervos próximos e resultar em dor, dormência ou fraqueza em um braço ou uma perna.

Uma das cirurgias realizadas recentemente no Hospital envolveu uma paciente de 35 anos, moradora de Mogi Guaçu, com artrose e quatro hérnias de disco lombar que lhe causavam muitas dores. Ela já havia passado por outra cirurgia e estava com dificuldades de mobilidade por dores nas pernas e lombar. “Era difícil andar, sentar, até mesmo ficar deitada. Já havia feito tratamento de bloqueio com remédios. Eu achei que nunca mais ia andar, a dor era insuportável. Vivia mais dentro do hospital do que em casa e cheguei a tomar morfina para tentar sanar a dor. Foi aí que a sugestão da cirurgia para colocação de prótese de ALIF surgiu”, relata a paciente do Hospital São Francisco de Mogi Guaçu. 

O Dr. Gleidson Rodrigues, neurocirurgião do Hospital São Francisco de Mogi Guaçu que realizou a cirurgia explicou que, nesse caso, foi utilizada a via anterior com implante de uma prótese para substituir o disco degenerado. “Com isso, a paciente teve todos os benefícios de uma cirurgia minimamente invasiva, além dos médicos não precisarem atuar em uma via de acesso cirúrgico já utilizada anteriormente, na outra cirurgia da paciente para retirada das hérnias, pois geralmente isso pode trazer intercorrências intraoperatórias graves e trazer risco a cirurgia”, explica o profissional.

Após a rápida recuperação da cirurgia, a paciente retomou suas atividades com mais qualidade de vida. “Eu estava cansada das dores, não conseguia trabalhar, cuidar dos meus filhos. Hoje eu posso falar que estou feliz e agradeço o doutor e o Hospital por ter fornecido uma vida melhor para mim, com menos dores e mais mobilidade”, comenta a paciente.  

A cirurgia é uma alternativa para casos que se referem às patologias degenerativas da coluna lombar. Como outras intervenções e técnicas, a mesma deve ser avaliada através de discussão ampla entre paciente e médico, para avaliar as possibilidades terapêuticas indicadas em cada situação, visto que a mesma dor lombar tem características únicas em cada indivíduo: incapacidade funcional, idade, expectativas do paciente, comorbidades, doença que causa a dor, obesidade, necessidade ou não de implantes, cirurgias prévias.

“Costumo dizer que a dor de cada pessoa é única é só ela sabe como aquilo interfere em sua rotina. Com o auxílio do especialista, é possível avaliar o que pode ser oferecido em termos de tratamento, baseado na expectativa de recuperação e o que cada paciente está disposto a enfrentar para a reabilitação”, completa o médico. 

A cirurgia é considerada inovadora pois ainda é muito pouco utilizada no meio das cirurgias para coluna, mas uma pesquisa publicada na National Library of Medicine mostrou que mais de 70% dos pacientes submetidos a esse tipo de cirurgia a consideraram satisfatória. “Está há pouco tempo disponível e só foi possível pela evolução dos equipamentos do Hospital São Francisco de Mogi Guaçu utilizados na cirurgia, bem como dos implantes modernos. Isso leva a uma curva de aprendizado dos médicos que atuam no tratamento das patologias de coluna, pois a maioria não teve treinamento nessa técnica, ela não existia no período de formação profissional”, explica Rodrigues. 

O médico também complementa que o Hospital São Francisco de Mogi Guaçu tem condições de se tornar uma referência nesse tipo de cirurgia na região pois reúne todas os atributos para isso: equipe médica, material de apoio e instrumental específico. 

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