Acompanhada do advogado criminalista Luiz Eugênio Pereira, a auxiliar de produção Daiane Lima, 38 anos, acusada de matar a tiros a ex-companheira, Juliana Cristina Cairos, 34, na noite de terça-feira (19), se entregou na DDM (Delegacia de Defesa da Mulher), no final da tarde desta quinta-feira (21).
Durante quase uma hora a delegada titular da DDM, Juliana Belinatti Menardo, tentou ouvir a acusada. Porém, alegando ter tomado muitos calmantes de terça-feira até hoje, disse que não teria condições de depor, por estar muito “confusa e abalada”.
Uma nova data deverá ser marcada para ouvir Daiane. Na saída do interrogatório, a família de Juliana Cairos protestou e xingou a depoente. Temendo que a situação fugisse ao controle, a GCM (Guarda Civil Municipal) retirou Daiane do local em uma viatura, levando-a para um local desconhecido.
Em entrevista exclusiva ao Portal da Cidade Mogi Guaçu, o advogado que acompanhou Daiane à DDM, disse que ele ainda não a representa. “Fui apenas acompanhá-la, para que se apresentasse às autoridades policiais antes que houvesse a decretação de uma prisão temporária”, justificou.
Luiz Eugênio também confirmou que Daiane estava em um estado de confusão mental devido ao excesso de medicamentos. Daiane matou a ex-companheira com cinco tiros na noite de terça-feira, no Jardim Santa Felicidade, na região dos Ypês, Zona Norte de Mogi Guaçu.
TIROS
As duas estavam juntas há quatro anos, mas há 15 dias, em mais uma crise de ciúmes de Daiane, o casal se separou, rompendo definitivamente o relacionamento. No entanto, na noite de terça, por volta das 21h30, Daiane foi até a casa da ex. Ela chegou em uma Yamaha Factor 125, parou em frente à casa de Juliana e a chamou.
Juliana a atendeu do lado de fora da casa de sua família. Poucos minutos mais tarde, familiares de Juliana ouviram disparos do lado de fora da casa. Quando saíram, encontraram-na caída, a poucos metros da casa. Segundo testemunhas, a vítima levou o primeiro tiro em frente ao portão da casa.
Depois, ao tentar fugir pela rua, gritando por socorro, foi alvejada, pelo menos, mais quatro vezes. A autora do crime fugiu a pé, deixando a moto, a bolsa e o coldre da arma para trás, levando apenas o revólver.
Ela foi vista por um pastor evangélico segurando uma arma. “Era um revólver pequeno, de cano curto”, recordou-se. Na noite do crime, a GCM chegou a fazer buscas na região, na tentativa de localizar a acusada, mas não a encontrou. A relação entre Juliana e Daiane sempre foi muito turbulenta. Há cerca de quatro meses, durante outra crise de ciúmes, Daiane teria ateado fogo no carro de Juliana.
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