Dia 08 de maio é o Dia Mundial do Câncer de Ovário e a lembrança da data é para conscientizar a população sobre os sintomas e tratamentos da doença. De acordo com o INCA ( Instituto Nacional de Câncer José Gomes de Alencar), 6.150 mulheres são acometidas por esse tipo de câncer anualmente.
O câncer de ovário é o segundo caso de câncer ginecológico mais comum, além dos ovários, pode afetar as trompas de falópio e a cavidade peritoneal primária. Ele pode ser classificado de vários tipos, mas, na maioria das vezes, está localizado na camada superficial dos ovários.
De acordo com o médico responsável pelo setor de ginecologia do Hospital São Francisco de Mogi Guaçu, Dr. Sebastião Pinto, o câncer de ovário tem alta taxa de letalidade visto que não existe uma estratégia de rastreamento populacional. “Os sintomas são frequentemente confundidos com outras doenças, e com o diagnóstico é tardio devido à falta de rastreamento, em muitos casos quando detectado ele já se espalhou, o que torna o tratamento mais difícil”, explica o ginecologista.
Ter consciência dos sintomas pode colaborar para um diagnóstico mais rápido. Os sinais incluem: inchaço persistente, dificuldade para comer, sentir-se cheia rapidamente, dor pélvica ou abdominal e vontade de ir ao banheiro com frequência.
Antecedentes familiares, mutações genéticas, história reprodutiva – quando a mulher ainda não tem filhos, reposição hormonal e caso de endometriose são fatores que aumentam o risco para o tipo mais comum de câncer de ovário, o câncer epitelial de ovário.
O rastreamento do câncer pode ser feito com exames de sangue, ultrassom transvaginal, tomografia abdominal e ressonância magnética. Exames de rotina auxiliam a detecção da doença, principalmente entre 50 e 74 anos, período que ela acomete mais as mulheres
De acordo com o ginecologista, quem já teve filho, amamentou ou que usa o anticoncepcional há muito tempo ou de forma contínua tem um tem um efeito protetor contra a enfermidade. O médico ainda destaca que a menopausa precoce pode ser um fator de risco.
O tratamento é feito através de quimioterapia, radioterapia ou cirurgia, dependendo do estádio da doença. “ Ela compromete a parte reprodutiva da mulher, uma paciente jovem que descobre o câncer antes de ser mãe terá dificuldades para realizar o sonho, mas não é impossível, por isso, é importante ir ao médico anualmente e fazer os exames de rotina”, finaliza o médico.
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